Por Rudolfo Lago
Não tem sido raro: projetos do senador Cristovam, tidos como polêmicos, ficam com a tramitação atrasada, vão parar em gavetas no Congresso e não conseguem aprovação. Agora, isso está acontecendo com o projeto que obriga os filhos dos políticos a colocarem seus filhos na escola pública. O projeto que se baseia na ideia de que se obterá uma escola pública de qualidade no dia em que a escolha do filho do eleitor for a mesma do filho do eleito. O senador Antonio Carlos Valadares era o relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça. Pensava mesmo em fazer audiências públicas para discutir o tema. Na semana passada, ele simplesmente devolveu o projeto sem relatá-lo. O projeto voltou, assim, à estaca zero. Cristovam não entende do que os senadores possam ter medo. Seu projeto estabelece um prazo de sete anos para que a obrigatoriedade entre em vigor depois do projeto aprovado. Depois, disso, caberá exatamente a quem tem o poder de dotar a escola pública de qualidade trabalhar no sentido de torná-la boa para os seus filhos. Alguns consideram que o projeto é inconstitucional, que fere liberdades. Mas, em vez de enfrentar a questão e votar o projeto, fica-se adiando. Por quê?
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